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Reitor: Dilvo assina compra, ao lado de dom Clemente
Educação| Quinta-feira - 29.07.2010 // Comente

Campus macromissioneiro da UFFS oficializa compra dos prédios do Seminário São José por R$ 2,7 milhões

Dois eventos movimentaram a comunidade acadêmica do campus Cerro Largo, da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), na semana passada. As instalações do antigo Seminário São José foram repassadas oficialmente à UFFS. Logo após, o reitor da universidade, Dilvo Ristoff, proferiu a aula magna com o tema Educação superior e construção da cidadania.
A compra das instalações do antigo Seminário São José marca a primeira aquisição de prédios da UFFS. Segundo Ristoff, no primeiro contato a ideia foi o aluguel do espaço para que as atividades da UFFS pudessem ocorrer no primeiro semestre de funcionamento da instituição, e depois, com o aceite da compra, o negócio foi concretizado.
São quatro áreas construídas: a igreja, o ginásio, o depósito isolado e o prédio principal, totalizando 57.855 metros quadrados, dos quais 5.759 metros quadrados de área construída. O valor pago é de R$ 2,740 milhões."A partir de agora podemos buscar dinheiro público para reformar os espaços de que temos necessidade", ressaltou o reitor. Ristoff lembrou que a preocupação principal, inicialmente, não foram os prédios, mas sim, as pessoas.
A professora Marlene Stochero, representando o comitê macromissioneiro, fez uma pequena retrospectiva do movimento que ajudou a criar a universidade pública e popular. Para ela, algumas utopias foram alcançadas, como o acesso das massas populares na universidade.
O bispo da Diocese de Santo Ângelo, dom José Clemente Weber, destacou que a universidade mostra o propósito claro de integração, interação e colaboração com as comunidades. Lembrando os significados da marca da UFFS, complementou: "que a chama verde tripartite signifique também a esperança".
Na aula magna no campus Cerro Largo, o reitor da UFFS traçou um panorama da situação das universidades no país. Ressaltou que apenas 15 de cada 100 jovens de 18 a 24 anos estão na educação superior no Brasil. Para ele, o momento é da democratização, interiorização da universidade federal e da promoção do acesso das populações de baixa renda.
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